A crise administrativa que ronda a Prefeitura de Campos ganha novos capítulos a cada semana e tem provocado um clima de mal-estar tanto no Executivo quanto no Legislativo. O motivo é a onda de desligamentos de profissionais contratados pelo sistema de Recibo de Pagamento Autônomo (RPA), que desde o início do ano tem deixado milhares de trabalhadores sem emprego, aumentando a já preocupante taxa de desemprego no município.
Apresentamos aqui recentemente informações que apontavam que o número de desligados ultrapassaria 9,3 mil trabalhadores. Isso porque o número de contratados como RPAs estaria na ordem de 10.800 e como apenas 1500 seriam aproveitado no novo organograma, que também trouxemos em primeira mão. esse número assustador de mais de 9.300 sendo colocados na rua. o que já vem acontecendo em grande escala todos os meses, até agora no início do mês de setembro, quando um nova nova leva se confirma.
O impacto é sentido especialmente na área da saúde, de onde somente nesta segunda-feira (01) mais de 150 profissionais administrativos foram desligados de UPHs, UBSs, Policlínicas, além dos hospitais Ferreira Machado, Geral de Guarus e São José. Como os vínculos são de RPA, as dispensas não são publicadas no Diário Oficial.
Há a expectativa pela contratação de empresas de terceirização que devem abrigar um pequeno grupo, sendo que para tal ainda serão abertas as licitações que também não tiveram datas celebradas. O saldo da medida pesa sobre uma cidade que há anos convive com altos índices de desemprego. Sem perspectivas de recolocação imediata.
Além do drama social, a questão ganha contornos políticos. A maior parte dos contratados estava vinculada a indicações de vereadores, prática antiga na administração pública campista. O desligamento em massa, portanto, não afeta apenas os trabalhadores e suas famílias, mas também os gabinetes parlamentares, que veem a perda de influência e a pressão crescerem. O descontentamento tem alimentado ruídos dentro da Câmara, onde o governo já enfrenta dificuldades para manter a base sólida.
Enquanto a Prefeitura não comenta oficialmente os números e os critérios das dispensas, o clima é de apreensão entre os servidores que ainda permanecem contratados pelo mesmo modelo. Com a “porta de saída” sempre aberta, cresce a sensação de instabilidade, tanto dentro da máquina pública quanto entre os parlamentares que têm sido pressionados por suas bases eleitorais.
Com a “porta de saída” aberta, Campos vive onda de demissões e desemprego cresce

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Tamanho é o estrago psicológico que eles sofrem.