A política campista pode viver enredo já conhecido travestido de novo. É que o deputado federal Caio Vianna (PSD) pode estar prestes a escrever mais um deles, quando estima-se que deve disputar novamente uma vaga no Congresso Nacional, sem o apoio do prefeito Wladimir Garotinho (PP), que ao que tudo indica seguirá o mesmo destino na tentativa de retornar a Brasília, renunciando em abril o mandato de prefeito.
A história recente mostra que, quando estiveram em lados opostos, Caio não conseguiu superar Wladimir nas urnas. O atual prefeito, por sua vez, soube capitalizar essa supremacia eleitoral até conseguir um feito que muitos julgavam improvável, que foi reaproximar o ex-adversário e sua família. A icônica foto que reuniu Arnaldo Vianna, Ilsan Vianna, Anthony e Rosinha Garotinho foi mais que um registro político, foi símbolo de uma trégua.
Mas política é terreno instável. Depois de ocupar a Secretaria de Governo, Caio deixou seu aliado de primeira hora no cargo, e herdou uma cadeira na Câmara Federal graças a um movimento articulado por Eduardo Paes, líder do PSD no Estado e pré-candidato ao governo em 2026. Essa ascensão, embora em caráter de suplência, o dá musculatura política para ser mais uma vez defender o nome de Eduardo Paes na cidade e região. Será candidato a deputado federal ou a estadual em dobradinha com Wladimir?
Se optar por disputar novamente a Câmara Federal, Caio retoma o protagonismo, mas entraria em rota de colisão com o prefeito, que já provou ter maior tração eleitoral no mesmo campo. Além disso, teria que reconstruir sua narrativa, mostrando independência, mas sem se afastar demais de Eduardo Paes, cujo projeto estadual depende de alianças sólidas em regiões estratégicas como o Norte Fluminense.
Por outro lado, se aceitar a dobradinha como deputado estadual, Caio se preserva do confronto direto com Wladimir. É uma escolha que pode ser vista como pragmática, mas também como uma limitação de projeto político pessoal. O dilema de Caio Vianna é, portanto, entre a segurança de ser coadjuvante em um arranjo com Wladimir ou o risco de repetir o voo solo e testar mais uma vez sua força nas urnas contra o grupo Garotinho.
O fato é que, em Campos, a rivalidade entre essas famílias políticas nunca desapareceu de fato, apenas foi suspensa por conveniência. E a decisão de Caio em 2026 pode definir se essa trégua foi apenas um parêntese ou o início de um novo capítulo de confrontos.
Pode isso Arnaldo?
Caio Vianna em voo solo ou mantém aliança com Wladimir?

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