O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, decidiu dobrar a aposta. Em recente declaração, ele afirmou que ao menos dez novas operações contra o crime organizado já estão planejadas e autorizadas judicialmente. O anúncio faz parte de uma estratégia que vai muito além da segurança pública, ela é também uma movimentação política calculada para consolidar sua imagem de gestor e de autoridade no comando do Estado.
Com as novas operações, o governador tenta mostrar força diante do avanço do crime organizado e reforçar a ideia de que o Estado volte a ocupar o território. As ações devem atingir principalmente comunidades da capital e da Baixada Fluminense, onde facções e milícias disputam espaço. E em que momento o interior do Estado também terá ações voltadas para segurar o avanço da criminalidade?
Ao anunciar tudo de uma só vez, Castro ganha destaque e cria uma narrativa de enfrentamento. No entanto, o desafio é transformar a estratégia em resultados concretos e duradouros. Os primeiros números lhe são favoráveis vindas da opinião pública, mesmo diante a uma enxurrada de críticas também pela condução da operação na Penha e no Alemão. Mais do que uma medida de segurança, o anúncio é um movimento político, agora com holofotes voltados para a sua gestão e a sequência na vida política.
Aposta alta na segurança, na visibilidade política com mais dez operações

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